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Apenas Parem!

Depois que eu virei main já ouvi muitas coisas que me agradaram e muitas coisas que me desagradaram.
E a grande maioria das coisas fica ali no limbo que eu não sei dizer se me agrada ou me desagrada saber que as pessoas pensam tais coisas de mim.

Confesso bem confessadinho que gostaria de voltar a escrever os textos mais engraçados do universo de quando eu estava grávida, mas alguma coisa acontece no meu coração, e eu preciso colocar pra fora aquilo que incomoda, que machuca, que estoura a bolha da ferida com uma agulha não esterelizada e no fim acaba contaminando, então vou fazer uma lista das coisas que por um acaso mudaram na minha cabeça, no meu coração, na minha vida, no meu destino e por favor, apenas parem, Senhora dos Absurdos só é legal com o Paulo Gustavo, tá?!

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1 – Eu vou amamentar até quando for bom pra mim e pros meus filhos, isso pode acontecer em 1 dia, 1 mês, 1 ano, ou sabe lá deus quando. Se você não amamenta, não conseguiu amamentar, não quis, sei lá, isso não te desqualifica como mãe, nem o fato de eu amamentar me endeusa como mãe. Somos todas mains.

2 – Ter um filhote em casa, seja de gato, cachorro, macaco, periquito, não é a mesma coisa que ter um bebê. Bebês não comem do pote no chão (na maioria das vezes), não bebem água do pote no chão (na maioria das vezes), nunca fazem xixi/cocô no jornal e principalmente, não podemos dar uma voltinha na esquina e deixar o bebê em casa.

3 – Quando a gente entra de licença maternidade tudo que não queremos ouvir falar é “Quando você vai voltar a trabalhar?”. Por favor gente, deixem-nos curtir as nossas crias sem pensar que vamos precisar deixa-las em algum momento. O mesmo vale pra uma mãe que voltou a trabalhar e sempre tem um pentelho que fica perguntando se ela “não tem peninha de ter deixado a cria com a babá/vó/tia/na creche”.

4 – Se uma main reclama que está cansada, pode colocar a mão no fogo que ela tá cansada de verdade. Deve ter dente, febre, vacina… Ou nada disso, afinal, manter um bebê alimentado, limpo e saudável toma tempo e energia.

5 – A mulher que tem um filho, dificilmente vai ser a mesma mulher que era antes da maternidade, a gente muda mesmo. E perde a vontade de muitas coisas, tipo sair, encher a cara e ficar de ressaca no dia seguinte, até por que quem vai cuidar do bebê no dia seguinte enquanto eu estiver de ressaca?!

6 – A gente fica sem assunto mesmo, ser mãe me consome e me deixa feliz, então mindeixa ser feliz com meus filhos?!

7 – Assuntos que antes eram piada viram grandes, enormes motivos de preocupação para que meus filhos não cresçam com qualquer tipo de preconceito. Portanto racismo, homofobia, transfobia, intolerância religiosa, xenofobia não tem vez aqui.

8 – Boa parte das mães que eu conheci por esse mundo azul (incluindo eu mesma), acabam encarnando a faceta feminista, por ideologia? Boa parte das vezes não, mas quando nos colocamos na posição vulnerável de precisar de ajuda, e a sociedade te colocar como única detentora responsável por aquela(s) vidas, que se algo acontecer de ruim, a culpa é inteiramente da mãe, vemos o quanto vivemos numa sociedade extremamente machista e ese sentimento de impotência acaba nos mostrando um mundo diferente.

9 – Nunca critique a forma como a mãe cuida do filho, se for algo muito preocupante e você for íntimo, faça sutilmente.

10 – Se não tem nada interessante pra dizer, simplesmente fique calado.

E por favor, crianças, lembrem-se:

“Todos aquelas cusparadas que vocês dão para cima hoje, um dia se condensarão e cairão bem no meio da sua cara por meio de uma chuva de cuspe.”

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Bolhas, bolhinhas e bolhões.

Quantas bolhas de melecas o nariz de uma criança de um ano é capaz de produzir?
E de duas?

Pois é.
Temos bebês melequentos por aqui.
Mas MUITO melequentos.
Coisas da vida, coisas da escola.
Normal, fazer o quê.

Mas alguém já viu uma criança gripada?
Exceto pela quantidade assustadora de meleca que é produzida por narizes tão pequenos e por uma possível febre.
Tá tudo ok, normal, beleza.
Tão rindo, correndo, brincando.
NORMAL.

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Podem comer um pouco mal, mas isso também NORMAL.

E adulto gripado gente?!
Eu, se dependesse de mim, já ligava pra SAMU aos berros:

TRAZ A AMBULÂNCIA PORQUE EU VOLMORRÊ.
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Não quero levantar da cama, só quero dormir, quero ver séries de TV até cansar e quero chazinho e colo da minha mãe.
Não, péra, eu sou assim NORMAL, só fico pior.
Mas a fome, ah, a fome aqui nunca passa.

Tudo isso só me leva a crer que crianças são fortes e adultos são uns chatos de galocha, ou sem galocha, na chuva.
Agora a gripe está indo embora aqui de casa, levando junto com elas suas bolhas de meleca.
Grazadeus.
Porque né.
Fica um gripado de cada vez, os quatro não dá.

Por isso queridos amigos e amigas: não deixem os pequenininhos te morderem, lamberem, beijarem gripados.
Nem por favor morde, lamba ou beije seus brinquedos babados.
Muito menos deixem-os esfregarem aquela meleca melecosa em vocês.
Caso contrário:

É melhor chamar a SAMU.

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Irmã

Por um descuido do destino eu sou filha única.
Não foi sempre que assim o fui, mas aqui estou.

Porém esse mesmo destino se encarregou de me presentear com uma irmã, quase 7 anos mais nova do que eu, nascida de outra barriga, de outra mãe minha.
E ainda dividimos boa parte dos nossos genes.

Crescemos juntas, vivemos juntas, viajamos juntas, passamos por muita coisa juntas. Inclusive trabalhamos juntas.
Não sei viver sem ela, minha amiga, parceira de comilanças, confidente, minha criancinha.

Desde sempre sabia que ela seria madrinha das quiança, porque ser madrinha é ser um pouco mãe, e eu não poderia passar por tudo isso sem ela ao meu lado, e logo descobri um amor incondicional que ela nutre por eles, e eles por ela.

Gorda,
Que você volte logo pra casa, pra Bolota, pras quianças, pros seus livros.
Estamos todos com saudades.

Feliz Dia do Irmão, minha irmã.

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1 Ano

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12 meses.
52 semanas.
365 dias.
8760 horas.

2 bebês.
± 3.000 trocas de fraldas.
± 4.500 mamadas.
± 1000 refeições.
± 750 banhos.

Tantos números que não conseguem definir o que foi esse último ano.
Não existem palavras no dicionário que exemplifiquem o que passamos.
Eu, Pedro, Alice, o pai deles e todo o resto da família.

Eles completam 1 ano de vida e eu completo 1 ano de renascimento.
Renascimento como mãe, como filha, como mulher, como esposa, como pessoa.
Um ano que precisei aprender a lidar com diferentes sentimentos: amor, raiva, apego, ciúmes, carinho e o principal deles, insegurança.
Um ano de muito sono acumulado.
Um ano de brinquedos barulhentos.
Um ano de sorrisos, chamegos, gargalhadas.
Um ano de felicidade.
Definitivamente o ano mais tenso da minha vida.
Mas incomparavelmente o melhor.

Eu queria escrever uma longa carta para eles lerem no futuro para um dia entenderem o quanto os amo.
Mas não consegui, ou não tentei. Eles saberão, eu sei que saberão.

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Seja a mudança que você quer ver no mundo…

Young Monks in Red Robes with Alms Woks, Myanmar

Foto: Keren Su

“Seja a mudança que você quer ver no mundo.” Mahatma Gandhi

Sempre achei essa frase complexa.
Que tipo de mudança eu gostaria de ver? Por que começar por mim? Eu deveria me destacar dos demais por quê?

E de fato, passei boa parte da minha vida fazendo um esforço excruciante para pertencer a algum grupo, exigi de mim mesma comportamentos que não me são naturais, como meiguice e simpatia. Quem me conhece a fundo, sabe que na verdade eu sou um daqueles bichinhos de goiaba, que a gente só percebe que está lá, quando já devorou metade da fruta e o bichinho fica querendo se esconder. Essa sou eu. Não a espalhafatosa. O bichinho de goiaba.
A espalhafatosa existe? Existe. Mas ela exige muito. Muita energia, muita comida e atenção redobrada para não fazer ou falar alguma bobagem.

Já contei por aqui, que a maternidade foi um processo de re-conhecimento de mim mesma. Re-conhecer algo que deixei perdido em algum momento da minha vida e resolvi retomar, a introspecção. E descobri que essa minha face mais calma e calada de mim mesma não é ruim, pelo menos não para mim, ela me ajuda a colocar o turbilhão pensamentos e sentimentos que a minha mente sempre foi em ordem, e acaba me fazendo enxergar as coisas com mais clareza.

Esses dias, estava conversando com um amigo muito querido, vimos o quanto mudamos ao longo dos anos que passaram. Ambos éramos pessoas muito raivosas e respondonas, não que não sejamos hoje, mas conseguimos manter diálogos entre nós e entre outras pessoas com um mínimo de racionalidade e empatia que não conseguíamos. O que nos fez mudar? Não sei ao certo, talvez tenha sido a idade, os entes queridos, as experiências passadas, não sei. Só sei que alguma coisa aconteceu, metamorfoseamos. Hoje enxergo o quanto essa mudança de visão e comportamento foi boa para mim, e pra ele também, não necessariamente é boa para todos que nos rodeiam, afinal, muitos ficam procurando em nós o elo perdido daquelas pessoas que um dia fomos, mas agora não somos mais.

E isso não acontece só comigo, ou com ele, ou com outros queridos amigos que vi mudarem.
Acontece com todos nós, de alguma forma.
Admitimos para nós uma nova consciência, sobre diversas coisas, e o mundo finalmente se expande. Quem consegue acompanhar a mudança do outro, caminha lado a lado, mas quem não consegue, por algum motivo fica na estrada, mas isso não quer dizer que não foi importante na caminhada, só quer dizer que não trilha mais o mesmo caminho.

E por ora, encontrei o meu caminho. E encontrei nesse meu ano sabático, não tão sabático assim.
Há quem diga que ter filhos é aprisionador, eu diria que é libertador.
Libertador porque deixamos de lado nossos antigos anseios e pré-conceitos sobre tudo e todos e passamos a enxergar o mundo de uma maneira mais simples, como o quão interessante é um ventilador girar.
Com eles, me vi obrigada a amar mais e julgar menos, a falar menos e fazer mais, muito mais.
E me fez ver o quão triste é incutir nossos próprios conceitos deturpados de vida em pessoas tão pequenas, que apenas reproduzirão uma infinidade de vezes até algo se tornar uma verdade absoluta porque seus pais ensinaram assim.

A meus pequenos que semana que vem completam um ano, gostaria que ganhassem de presente a consciência de sua essência, que nunca a deixassem perdida, e que se por um acaso a perderem, encontrem novamente.
Que saibam que podem trilhar o caminho que desejarem.
E que por onde for, carreguem um sorriso, mesmo que não esteja evidente no rosto, mas um sorriso na alma.

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Amamentar não é divino?

P&A Setembro (140)

Já cantava Gal “tudo é divino, maravilhoso”, mas eu prefiro “é preciso estar atento e forte”.

Eu, Carol, não tive grandes problemas para amamentar os gêmeos, assim que saíram da maternidade, nem mesmo na maternidade. Saí sim, com uma receita de leite artificial para complementar após todas as mamadas, o que eu, munida de conhecimento, nunca fiz, afinal, o que eu não me preparei para um parto, eu me preparei para a amamentação e cuidados com os bebês nos primeiros meses.

Mas eu de fato fui abençoada pelos céus em relação a isso. Graças a faculdade de Fonoaudiologia, eu conhecia as técnicas de pega e estimulação para que ambos tivessem uma sucção efetiva, com isso não tive qualquer problema de manejo como, fissura, rachadura, ganho de peso insatisfatório, nada. Incrivelmente ambos nasceram sabendo mamar.

Só que essa é a realidade de 1% das mães.
Os outros 99%, terão seus bebês expostos a leite artificial nas primeiras 24 horas de vida, pois “o colostro não sustenta”, o “leite não desceu” ou sei lá porque cargas d’água, a criança está sendo testada a cada hora para hipoglicemia, ou simplesmente porque é política do hospital, não fazem alojamento conjunto, em vez de a criança estar com a mãe fazendo seu reconhecimento e a mesma ter seu corpo encharcado por ocitocina, o bebê está lá no berço de vidro aquecido, sendo fotografado/medido/pesado.
Essa maioria esmagadora das mães terá problemas de manejo, terão fissuras, dores, sangramentos, mastites, indicações erradas de medicamento e terapias e muito provavelmente encontrarão profissionais de saúde pouco comprometidos com a amamentação, e ao menor problema teremos o combo leite artificial e desmame abrupto.

Outras mães, não quiseram/querem amamentar, isso é direito delas, nada nessa vida deve ser compulsório, nem mesmo amamentação. E devem ser respeitadas por isso. Ainda existem outras que tem condições físicas que impedem a amamentação. Outras passando por psicose puerperal… Nem tudo só fisiologia, precisamos entender isso.

O que é triste, triste mesmo de se ver é o desencorajamento, dos profissionais da saúde, da família, dos amigos.
Para amamentar no Brasil, onde a média de dias amamentados é de apenas 54, é preciso muito mais que “empoderamento”, é preciso de apoio, suporte, coragem. É preciso estar atento e forte, para não ceder, para tratar qualquer intercorrência no primeiro sintoma, para não tomar uma experiência maravilhosa como pequenas doses de inferno.

Precisamos acolher essas mulheres que não puderam/quiseram amamentar. Nutrir de seu próprio leite não faz ninguém ser melhor ou pior em sua maternagem. Precisamos dar suporte para quem deseja prosseguir amamentando ou voltar a amamentar. Precisamos entender que somos mulheres, caminhando uma ao lado da outra, e que juntas somos mais fortes. Juntas podemos mudar o cenário brasileiro de amamentação, basta nos apoiarmos.

Se você precisa de ajuda, ou quer conversar, me chame, estou aqui para isso.
Se eu não puder te ajudar, vou fazer o máximo possível para encontrar alguém que possa.
=D

E por favor, vamos parar de divinificar as mães que amamentam.
Elas são apenas mães, não deusas.

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Alice sendo amamentada no primeiro dia de vida.

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Pedro e seu incessante reflexo de busca.

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Abnegação, resignação e ressignificação

Esses dias eu li esse texto da Lígia do Cientista que Virou Mãe – Quando o amor aos filhos ressignifica. E desde então o assunto não saiu da minha cabeça. De fato, como ela fala no texto, apego é uma palavra ruim, que remete à apego às coisas, às pessoas, mas não nesse caso. Usando as próprias palavras dela no texto, não encontrei melhor definição para criação com apego nesse minha breve vida de maternagem: “Portanto, quando dizemos “criação com apego“, não estamos falando em criar crianças negativamente dependentes dos pais, despreparadas para a vida, apegadas a bens físicos, muito pelo contrário. Estamos falando de crianças amadas com tal entrega, dedicação, presença e disponibilidade que isso as torna seguras. Quanto mais sabemos que alguém está ali para nós e, junto com ele, está também o seu amor, mais seguros nos tornamos. E segurança emocional traz coragem, firmeza nos passos pelos caminhos da vida, tranquilidade e paz interior.”

Posso dizer com todas as letras que Pedro e Alice ressignificaram minha vida, através de abnegação e resignação.
Pelos sentidos literais das palavras:

ab·ne·ga·ção – Renúncia espontânea do interesse, da vontade, da conveniência própria.

re·sig·na·ção – (resignar + -ção)
1. .Ato ou efeito de resignar.
2. Submissão à vontade de Deus.
3. Exoneração espontânea de uma graça ou de um cargo.
4. Sujeição paciente às contrariedades da vida. = CONFORMIDADE

Mas vocês devem estar pensando: Que palavras negativas você está usando.
Pois é, tal como apego.
Mas vale lembrar que o processo de abraçar a maternidade não é simples, nem gostoso à primeira vista (às vezes, nem nas segundas, terceiras e quartas vistas), é um processo longo e delicado de formar uma nova identidade para aquela mulher que antes não era compulsoriamente responsável pela saúde física e emocional de bebês. Vejam, só, de bebês.
E por que isso é tão difícil? Simplesmente porque ninguém fala sobre isso. A maternidade é tida como algo sublime, endeusável, intocável.
Mas não é. A mãe, sente, chora, se desespera, pensa milhares de vezes em como tudo seria muito mais fácil se não tivesse aquele bebê para cuidar, se dedicar.

Quando me dei conta q11787201_10204902628261099_965240447_nue estava abnegando meus próprios interesses e pensando em prol de outras pessoas, ressignifiquei a palavra. A minha vida está para sempre mudada e ponderações sobre o que é melhor para nós em um contexto familiar a partir de agora sempre fará parte, mesmo que não seja o meu desejo primordial de fato.

E fatalmente as crianças vieram para me dar resignação sobre as coisas que não posso mudar, principalmente referentes à eles dois. De como gostaria de que tivessem os marcos de desenvolvimento ao mesmo tempo, mas não tem, de como gostaria de que chamassem por mim a cada tropeço para dar meu colo, acalentá-los, mas a cada dia se tornam mais independentes e resistentes às próprias quedas. E como sonhei que um dia eles fariam tudo do jeitinho que eu queria, sentaria, comeriam, não se sujariam, não teriam crises histéricas… Só que não. Não estou lidando com robozinhos, mas com mini seres humanos, com isso eles possuem suas próprias vontades e quereres. O que faz com que eu fique muitas vezes de fora, olhando com o coração na mão, mas resignada de que minha função não é seguir lado a lado, mas só mostrar a direção. 11212484_10204902627701085_543816736_n

Hoje, sou muito grata por ter tido a oportunidade de passar praticamente todo o primeiro ano de suas vidas me dedicando exclusivamente à eles e ter visto de perto, todas as primeiras vezes. Fico feliz de eles terem conhecido a mulher que eu era antes e me ajudarem a construir essa nova que sou hoje. Construção essa, através de ressignificação, através de amor.