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A tradicional família brasileira.

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Quinta feira, fui tomada de assalto com a notícia que a Câmara de Deputados aprovou a PL que define família como “união entre homem e mulher”. Leia a matéria aqui.
Ora, mas meus pais me ensinaram que família é um conjunto e pessoas que podem ser unidas, ou não por laços sanguíneos, e mais importante que isso, são unidas por laços de amor.

Reza a lenda que eu consegui tudo o que uma mulher deseja, namorar, noivar, casar, ter um cachorro, casa, carro e um casal de gêmeos. Somos “tradicionais”, “padrão”, “comercial de margarina”.
Só que não é bem assim né, migues.
Minha família não é só quem mora debaixo do mesmo teto, muito menos só quem compartilha parte dos genes ou sobrenome.

Minha família é composta por diversos sobrenomes, por diversas cores, diversos amores.
As pessoas que compõem minha família podem ter tido o destino traçado no tradicional, mas outras são um agradável acaso do destino, que chegaram, aprochegaram e tomaram assentos eternos.
São os laços do amor.
Que tornaram amigos como irmãos.
Que trouxeram tios aos meus filhos.
Que multiplicaram o afeto.

Essa é minha família.

Minha família, tão diversa, tão miscigenada, tão heterogênea é minha casa, meu lar.
Como poderia classificar família com um conceito tão raso como “união entre homem e mulher”?!
Família tem um sentido muito, mas muito mais amplo.

Como diria Lilo: “Ohana quer dizer família e família significa nunca abandonar ou esquecer“.
E isso não importa se é composta por dois homens, duas mulheres, um casal, avós e netinho, só pai, só mãe, padrinhos e afilhado… Tantas variações.
Não importa.
Só o que importa é o amor.

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Apenas Parem!

Depois que eu virei main já ouvi muitas coisas que me agradaram e muitas coisas que me desagradaram.
E a grande maioria das coisas fica ali no limbo que eu não sei dizer se me agrada ou me desagrada saber que as pessoas pensam tais coisas de mim.

Confesso bem confessadinho que gostaria de voltar a escrever os textos mais engraçados do universo de quando eu estava grávida, mas alguma coisa acontece no meu coração, e eu preciso colocar pra fora aquilo que incomoda, que machuca, que estoura a bolha da ferida com uma agulha não esterelizada e no fim acaba contaminando, então vou fazer uma lista das coisas que por um acaso mudaram na minha cabeça, no meu coração, na minha vida, no meu destino e por favor, apenas parem, Senhora dos Absurdos só é legal com o Paulo Gustavo, tá?!

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1 – Eu vou amamentar até quando for bom pra mim e pros meus filhos, isso pode acontecer em 1 dia, 1 mês, 1 ano, ou sabe lá deus quando. Se você não amamenta, não conseguiu amamentar, não quis, sei lá, isso não te desqualifica como mãe, nem o fato de eu amamentar me endeusa como mãe. Somos todas mains.

2 – Ter um filhote em casa, seja de gato, cachorro, macaco, periquito, não é a mesma coisa que ter um bebê. Bebês não comem do pote no chão (na maioria das vezes), não bebem água do pote no chão (na maioria das vezes), nunca fazem xixi/cocô no jornal e principalmente, não podemos dar uma voltinha na esquina e deixar o bebê em casa.

3 – Quando a gente entra de licença maternidade tudo que não queremos ouvir falar é “Quando você vai voltar a trabalhar?”. Por favor gente, deixem-nos curtir as nossas crias sem pensar que vamos precisar deixa-las em algum momento. O mesmo vale pra uma mãe que voltou a trabalhar e sempre tem um pentelho que fica perguntando se ela “não tem peninha de ter deixado a cria com a babá/vó/tia/na creche”.

4 – Se uma main reclama que está cansada, pode colocar a mão no fogo que ela tá cansada de verdade. Deve ter dente, febre, vacina… Ou nada disso, afinal, manter um bebê alimentado, limpo e saudável toma tempo e energia.

5 – A mulher que tem um filho, dificilmente vai ser a mesma mulher que era antes da maternidade, a gente muda mesmo. E perde a vontade de muitas coisas, tipo sair, encher a cara e ficar de ressaca no dia seguinte, até por que quem vai cuidar do bebê no dia seguinte enquanto eu estiver de ressaca?!

6 – A gente fica sem assunto mesmo, ser mãe me consome e me deixa feliz, então mindeixa ser feliz com meus filhos?!

7 – Assuntos que antes eram piada viram grandes, enormes motivos de preocupação para que meus filhos não cresçam com qualquer tipo de preconceito. Portanto racismo, homofobia, transfobia, intolerância religiosa, xenofobia não tem vez aqui.

8 – Boa parte das mães que eu conheci por esse mundo azul (incluindo eu mesma), acabam encarnando a faceta feminista, por ideologia? Boa parte das vezes não, mas quando nos colocamos na posição vulnerável de precisar de ajuda, e a sociedade te colocar como única detentora responsável por aquela(s) vidas, que se algo acontecer de ruim, a culpa é inteiramente da mãe, vemos o quanto vivemos numa sociedade extremamente machista e ese sentimento de impotência acaba nos mostrando um mundo diferente.

9 – Nunca critique a forma como a mãe cuida do filho, se for algo muito preocupante e você for íntimo, faça sutilmente.

10 – Se não tem nada interessante pra dizer, simplesmente fique calado.

E por favor, crianças, lembrem-se:

“Todos aquelas cusparadas que vocês dão para cima hoje, um dia se condensarão e cairão bem no meio da sua cara por meio de uma chuva de cuspe.”

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Bolhas, bolhinhas e bolhões.

Quantas bolhas de melecas o nariz de uma criança de um ano é capaz de produzir?
E de duas?

Pois é.
Temos bebês melequentos por aqui.
Mas MUITO melequentos.
Coisas da vida, coisas da escola.
Normal, fazer o quê.

Mas alguém já viu uma criança gripada?
Exceto pela quantidade assustadora de meleca que é produzida por narizes tão pequenos e por uma possível febre.
Tá tudo ok, normal, beleza.
Tão rindo, correndo, brincando.
NORMAL.

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Podem comer um pouco mal, mas isso também NORMAL.

E adulto gripado gente?!
Eu, se dependesse de mim, já ligava pra SAMU aos berros:

TRAZ A AMBULÂNCIA PORQUE EU VOLMORRÊ.
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Não quero levantar da cama, só quero dormir, quero ver séries de TV até cansar e quero chazinho e colo da minha mãe.
Não, péra, eu sou assim NORMAL, só fico pior.
Mas a fome, ah, a fome aqui nunca passa.

Tudo isso só me leva a crer que crianças são fortes e adultos são uns chatos de galocha, ou sem galocha, na chuva.
Agora a gripe está indo embora aqui de casa, levando junto com elas suas bolhas de meleca.
Grazadeus.
Porque né.
Fica um gripado de cada vez, os quatro não dá.

Por isso queridos amigos e amigas: não deixem os pequenininhos te morderem, lamberem, beijarem gripados.
Nem por favor morde, lamba ou beije seus brinquedos babados.
Muito menos deixem-os esfregarem aquela meleca melecosa em vocês.
Caso contrário:

É melhor chamar a SAMU.

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Irmã

Por um descuido do destino eu sou filha única.
Não foi sempre que assim o fui, mas aqui estou.

Porém esse mesmo destino se encarregou de me presentear com uma irmã, quase 7 anos mais nova do que eu, nascida de outra barriga, de outra mãe minha.
E ainda dividimos boa parte dos nossos genes.

Crescemos juntas, vivemos juntas, viajamos juntas, passamos por muita coisa juntas. Inclusive trabalhamos juntas.
Não sei viver sem ela, minha amiga, parceira de comilanças, confidente, minha criancinha.

Desde sempre sabia que ela seria madrinha das quiança, porque ser madrinha é ser um pouco mãe, e eu não poderia passar por tudo isso sem ela ao meu lado, e logo descobri um amor incondicional que ela nutre por eles, e eles por ela.

Gorda,
Que você volte logo pra casa, pra Bolota, pras quianças, pros seus livros.
Estamos todos com saudades.

Feliz Dia do Irmão, minha irmã.

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1 Ano

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12 meses.
52 semanas.
365 dias.
8760 horas.

2 bebês.
± 3.000 trocas de fraldas.
± 4.500 mamadas.
± 1000 refeições.
± 750 banhos.

Tantos números que não conseguem definir o que foi esse último ano.
Não existem palavras no dicionário que exemplifiquem o que passamos.
Eu, Pedro, Alice, o pai deles e todo o resto da família.

Eles completam 1 ano de vida e eu completo 1 ano de renascimento.
Renascimento como mãe, como filha, como mulher, como esposa, como pessoa.
Um ano que precisei aprender a lidar com diferentes sentimentos: amor, raiva, apego, ciúmes, carinho e o principal deles, insegurança.
Um ano de muito sono acumulado.
Um ano de brinquedos barulhentos.
Um ano de sorrisos, chamegos, gargalhadas.
Um ano de felicidade.
Definitivamente o ano mais tenso da minha vida.
Mas incomparavelmente o melhor.

Eu queria escrever uma longa carta para eles lerem no futuro para um dia entenderem o quanto os amo.
Mas não consegui, ou não tentei. Eles saberão, eu sei que saberão.