Sorria e Acene

Quando os bebês começaram a crescer, e ter interações maiores com o ambiente e com as pessoas do que uma folha de alface, eu tomei para mim a seguinte filosofia:
Observar, deixar de ser protagonista e virar mera expectadora, às vezes com ares de contra-regra.
Eu os vi sorrirem, rolarem, balbuciarem, sentarem, engatinharem, levantarem.
E agora assisto com um sorriso (e uma taquicardia) eles se soltarem. Ficarem ali, em pé, sem apoios.
Ainda temerosos (eu também) pela queda, mas ganhando confiança, deixando de lado seus temores para em um futuro conseguirem o que os seres bípedes fazem: andar.

Aprender a andar é um evento tão grande na vida de um ser humano que chega a ser esquisito a própria mãe não estimular os filhos.
Eu poderia, mas resolvi deixá-los aprender a andar com as próprias pernas, caindo e levantando, colocando pé ante pé.
Pode ser que demorem um pouco mais para andarem sozinhos, sem andadores ou “empurradores”. Pode ser.
Mas é lindo de ver cada conquista deles (e não minhas), dia após dia.

Assim estamos, cada um fazendo descobertas sobre si mesmo, sobre o domínio do próprio corpo e do corpo do irmão também – às vezes cogito raspar a cabeça dos dois, para ver se acaba a eterna briga de puxão.
Enquanto eles se descobrem, eu estou aqui, num perto-longe, sorrindo e acenando com confiança, para que eles entendam que são capazes, são independentes.

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