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Tá acabando!

Tá bom, tá bom.
Eu tô falando isso tem um tempão e parece que nunca acaba.
Tá incomodado?! Imagina pra mim? Que estou do tamanho de um rinoceronte?
Não tá acreditando?! Veja por você mesmo…

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Pois é…
Que pança bizonha… Tô brilhando. Parece que passaram lustra móveis em mim.
Ou aqueles óleos de competição de fisiculturista – coisa que eu tô muito longe – HAHAHAHAHAHA.
Mas eu juro que só passo aquele negócio com um cheiro bom que tá ali no canto da foto – Não tô fazendo propaganda e nem foi proposital – e não me deixou ter nenhuma estria até o dado momento… 
Tá bizarro, mas tá valendo. Os bichinhos de goiaba já tem mais de dois quilos, mais de 40 cm. 
Isso é peso de feto único. 
É assustador, mas tá acabando grazadeus

Esse negócio de levantar, mijar, sentar, mijar, ficar em pé, mijar.
Sentir dor – all the time – e ter que se entupir de remédio de 3 em 3 horas.
Fazer compressa de água quente.
Ficar cheirando as próprias calcinhas igual a um adolescente depravado pra ver se tá vazando líquido amniótico ou se é xixi mesmo.
E sentir uma fome das mais assustadoras da face da Terra. 
Tudo isso aí não tá fácil. Não tá. Mas a gente leva!

Hoje de manhã, ou ontem de noite, afinal eu já perdi a noção do tempo, estava falando com o marido né, que em breve (agora muito em breve) os bebezotes estarão deitadinhos com a gente na cama assistindo The Walking Dead. 
Quando é que eles vão nascer? Só Deus sabe. Nem eu, nem obstetra, nem ninguém sabemos. 
Estão rolando vários bolões. 
Tá afim de apostar?! Mas a aposta tem que valer em fralda. 

Vamos aos dados: 
– 34 semanas completas 
– Quilos adquiridos na gravidez: 14.
– Pedro: 2.079 g e 44 cm
– Alice: 2.123 e 43 cm. 

Enquanto vocês apostam ali, eu vou me jogar nos meus prazeres primordiais.

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Encapsulando e encapsulada

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Outro dia uma amiga minha, também grávida, escreveu: “E você achando que o começo da gravidez era punk!! Tadinha de você! Era tudo mentirinha, sua bobinha!” (Beijo, Ju)
E eu mais do que nunca me identifiquei com aquela frase. Por uma dezena de motivos, por uma dezena de sentimentos, por uma dezena de sensações. 

Primeiro, porque conforme as semanas vão passando eu vou ficando cada vez maior, mais pesada e mais cansada… Mas muito mais de verdade. Já até me perguntaram: “mas você está de licença, fica cansada de quê?” Sei lá. É cansativo gestar duas outras pessoas dentro de você, dividir todos os seus nutrientes o tempo todo. Ainda mais porque fica bem difícil descansar com duas crianças super agitadas na barriga. E é bem cansativo mentalmente o stress de lidar com a espera de um parto iminente, ainda falta um pouco, eu sei, mas quando se trata desses dois, sempre acho que um dia vão estourar a barriga pra saírem por esse mundão afora, assim, bem independentes. 

E tem as dores… Tudo bem que elas já vem me acompanhando ao longo de toooda a gestação… Mas nas últimas semanas tá ficando cada vez mais tenso. Dor na barriga, nas costas, nos pés, no quadril, e sei lá mais onde. Fui chamada de fresca, obviamente por quem nunca emprenhou na vida, mas com todas as mães recentes com as quais eu falei, e as gestantes que converso reclamam das mesmas coisas, ou seja, não é maluquice da minha cabeça, nem é dor psicológica. Gravidez dói mesmo. Além das malditas Braxton Hicks, quem disse que as contrações de treinamento não doem merece um peteleco na testa, só pra ficar esperto. 

Com tudo isso, somado à ansiedade, eu voltei a um estado de anti-sociabilidade da minha infância. Que mamãe conhece muito bem… De quando eu era pequenininha e não queria falar com ninguém. Não que eu hoje não queira falar com ninguém… Mas eu ando mais impaciente, é verdade… Irreconhecível, eu sei que diriam alguns amigos meus… Mas o meu encapsulamento e enclausuramento acho que nada mais é do que uma parte do processo de transformação, não o processo de transformação em mãe, mas o processo de transformação em outra pessoa que consequentemente também é mãe. 

Se desse casulo vai nascer uma borboleta ou uma mariposa, eu ainda não sei. Só sei que são processos importantes pro crescimento pessoal, e sei que muitas passaram e estão passando pelos mesmos processos que eu, se encapsulando pelo fato de encapsular bichinhos de goiaba, que acredite, virarão melancias. 

 

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Keep Calm and turn 30

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Amanhã eu completo 30. 
30 anos? Não. 
30 semanas. 
210 dias. 
7 meses e uns quebrados. 

Em 26 dessas semanas eu sabia que estava grávida. 
Em 25 dessas semanas eu sabia que seriam gêmeos. 

Sinceramente, não achei que a gestação fosse chegar tão longe. 
Primeiro por todos os perrengues prévios que passei, nessa gestação e na outra. 
E também pelo fato de TODO MUNDO falar que gêmeos nascem prematuros extremos. 
Alguns sim, mas os meus já não. 

30 semanas é um marco. Assim como os 30 anos, talvez. 
É um marco pra mim, pra minha gestação. 
É um pouco mais de tranquilidade e serenidade. 
Um pouquinho só, que pra mim já é muito.

30 semanas é saber que falta um pouquinho menos pra gravidez acabar (e nunca mais voltar) e levar embora todas as minhas dores e desamores gestacionais. 
Falta um pouquinho menos pros meus pacotinhos estarem comigo, aqui, no aconchego da minha casa, me dando trabalho e cagando-mijando-mamando-berrando sem parar. 
Falta um pouquinho menos pra peitos doídos, noites em claro, limpar cocô de mecônio… 
Mas mal posso esperar!
Mal posso esperar pra ver meu amor, ali, naquelas duas coisinhas remexedoras.
Falta pouco. Pouquinho. 

E sim, eles estão bem e gorduchinhos segundo a ultima ultrassonografia.