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Insônia

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Tá tenso aqui.
A insônia de vez em quando me pega de jeito.
E não é porque eu não consigo dormir, sempre fui boa de cama. Daquelas que dorme até no ônibus e perde o ponto.
Mas essas semanas não tá dando.
As contrações começaram, e elas resolvem me infernizar principalmente à noite, e mesmo tomando sei lá quantos remédios pra controlar essas contrações inconsequentes, dói demais.
Tô cansada, tô chata, tô insuportável, tô baleia.
Quando durmo um pouco mais só sonho com o parto, com os bebês, com caos e nada pronto.
Tô histérica.

Às vezes eu acho que as crianças colocaram uma placa na minha mente escrita “Desculpe o transtorno, estamos em obras”.
O que me consola é que esse prazo de término das obras já está acabando e logo vou ter meus pacotinhos comigo.
É, tô ansiosa…

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Eca

ImagemPode me chamar de nojenta, de esquisita, de maluca…
Pode me chamar do que for.
Mas ontem eu senti vontade de comer a boa e velha geleca.
Aquela geleca que a gente brincava antigamente e tinha que ter cuidado pra não grudar na roupa, porque a mancha era pior que molho de tomate, suco de uva ou tudo de ruim, como minha mãe dizia.
Uma vontade que veio do nada, mas já passou.
Vontade bizarra, daquelas que vem com cheiro e tudo.
Vontade com saudade, saudade da infância.
Eca.

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A gente não quer só comida…

Aperta o play e se joga na gordice…


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A gente quer comida, algodão doce, chocolate, sonho, pizza e sushi.
E eu que achava que desejo de grávida era balela, coisa de gente que quer encher o rabo de comida e fica culpando a gravidez…
Mas a verdade é que o desejo existe de verdade… E é bizarro… parece que se vc não comer, vai morrer… É sério.

O primeiro que eu tive foi bem lá no iniciozinho da gravidez, quando eu quis algodão doce… Mas não foi só querer, foi querer chorando, sentindo o gosto de algodao doce na boca, numa segunda feira chovendo. E lá fomos nós, procurar algodão doce pelo ridijanêro, mas não achamos… Meu pai, vovô-faixa-preta que arrumou algodão doce 10 horas da noite pra grávida maluca, e eu fui lá, comer aquele pedaço de céu o palitinho, mas eu mais parecia um animalzinho comendo… hahahahahahaha

E vieram as vontades de feijão, mas tinha que ser o feijão da minha mãe, e lá veio ela… do reino de tão tão distante pra fazer feijão pra mim.
Depois vieram as vontades de sonho de padaria… mas esse item anda bem escasso nas vitrines das padarias aqui de perto de casa. Ou talvez seja porque era novamente, segunda feira chuvosa… mas o desejo foi sanado quando fiquei na casa da minha mãe e meu vô, comprava sonho todos os dias pra eu comer no café da manhã. E veio o milkshake de Ovomaltine e tantas outras coisas já sabidamente boas…

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Mas veio também vontade de côco (que se dane a nova ortografia… o blog é meu e eu escreco como eu quiser. MUAHAHAHAHAHA), logo eu que sempre detestei côco. Água de côco, cuzcuz, cocada, Beiju de côco puro e com goiabada… hum… só de pensar em côco me dá água na boca.

A sorte é que meus desejos gravídicos foram quase todos atendidos… Exceto meus desejos com quiabo… Ah… o Frango com quiabo que eu quis lá pelas 8 da manhã… Não foi atendido, e de quebra o Dudu ganhou um belo terçol que era pra ser em um olho só mas que passou pro outro. Há quem diga que isso é crendice… mas eu vi acontecer então eu acredito, prontoacabou.

E desde sábado eu to com vontade de comer Caruru.
Cosme e Damião tão querendo comer caruru.
Mas eu não sei fazer, nem sequer sei cozinhar quiabo… Tô é aceitando que alguém venha aqui fazer caruru pra mi, porque nem sair pra comprar eu tô podendo. E ainda não encontrei um delivery de comida baiana.

Que me desculpem os de dieta. Mas minha diversão agora é comer.
E pros intrometidos que chegaram até o fim do post me odiando, eu tô dentro do meu peso e se engordo uma grama a mais ou a menos do programado meu obstetra briga comigo e faz terror psicológico, porque ele é desses, dramáticos.

Estamos bem, saudaveis e dentro do peso… Obrigadodenada.
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Vergonhinha

  Quando a gente nunca ficou gravida na vida, todo mundo mente pra gente, falando que a gravidez é a melhor parte da maternidade. Mas é tudo mentira amiguinhas… Isso é só pra você não encarar a realidade do quanto a gravidez é um método anticoncepcional posterior bem efetivo. E sabe por quê? Porque quando a gente tá grávida, a gente vive fazendo vergonhinha por aí…

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Vergonhinha, só pra ser legal, porque pelo menos eu aqui, prenha, gigante, do tamanho da Shamu que estou, só fiz vergonhonas desde que descobri que estava grávida. Não que eu fosse a pessoa mais normal do mundo antes disso, muito pelo contrario, mas depois que engravidei, mermão, eu tenho me superado a cada dia que passa… Tudo começou quando a bonitona aqui, voltando da viagem de ano novo, simplesmente não aguentou a volta pra casa, e precisou parar em um posto de gasolina no meio da Avenida Brasil pra fazer xixi. Tá achando normal, tranquilo, beleza?! Pois é, não é não, a Avenida Brasil é um os lugares mais bizarros pra você parar pra fazer esse tipo de coisa. E como eu nem sabia que tava grávida, fiquei com medo, sei lá… de morrer. HAHAHAHAHAHAHAHA

Depois, durante todo o primeiro trimestre, eu fiz cosplay da Linda Blair no Exorcista, poderia até ter mudado meu nome pra Regan, de tanto que eu vomitava. Parecia que eu tava atravessando o oceano Atlântico numa canoa de tão mareada que fiquei. Quando a gente lê nos blogs por aí, ou naquele site bonitão falando dos sintomas da gravidez, a gente lê náuseas, hiperemise gravidica e um monte de nomes esquisitos. Mas a verdade é que você vomita e vomita muito. Vomita tanto que sai pelo nariz e fica ardendo por uma semana e aquele cheiro de azedo parece que nunca mais vai desimpregnar das suas narinas, e de preferência isso acontece quando você ainda não terminou de almoçar, e pra completar, ainda está em um restaurante, e pra coroar com um carimbo de Muito Bom (que a saudosa Tia Jaciara carimbava meus cadernos quando eu escrevia meu nome na linha pontilhada), a pessoa fez isso tudo e não conseguiu chegar no banheiro, já imaginou a cara de alegria dos funcionários do restaurante?! Então imagine!

Aí vem o segundo trimestre, olha que maravilha, olha que beleza, olha que barriga aparecendo. E quando de repente vem uma nuvem de lágrimas sobre os meus olhos… E qual o motivo pro pranto rolar? Isso aí, varia… pode ser da unha do pé encravada, passando por aquele fiapo de cabelo que insiste em nascer no seu queixo, até motivo nenhum, mas o fato é que grávida chora, mas chora por tudo, até vendo comercial de pomada de bunda de bebê na televisão. E o choro não escolhe hora nem lugar não… Pode ser na fila do pão, comprando o jornal, mas no meu caso foi num laboratórios pra fazer exame mesmo!

E quando a gente menos espera, o terceiro trimestre tá batendo à porta, e eu como boa grávida de gêmeos que sou, já fico como?! DESESPERADA. E mesmo sem nada pronto, qualquer motivo já é motivo de caos e a gente corre pra emergência, sem mala, nem nada (porque sou dessas, procrastinadoras que deixa tudo pra última hora). E numa dessas eu achei que minha bolsa tinha rompido, juro! Aí você me pergunta, mas se não saiu taaaaanto líquido assim, como você não imaginou que fosse outra coisa? Ah sei lá né gente, nunca pari antes, minha bolsa nunca estourou, e eu faço xixi de meia em meia hora, vai que tava saindo e eu não tinha percebido antes?! E lá fui eu pra maternidade, examinada pela 25ª vez desde que fiquei grávida por um plantonista diferente (quedê a vergonha?!) e não era nada, só secreção das cataratas do niágara ou eu tinha feito xixi sem perceber mesmo. Xixi aliás, é um caso à parte, com uma criança encaixadinha e outra meio que por cima, amiga, tá brabo. Cada espirro, tossida, risada é uma escapadinha. Já disse que eu deveria andar com um tapetinho daqueles de cachorro embaixo de mim, só pra me dar menos trabalho. E fora que aqui, já entrando no sétimo mês, já perdi o contato visual com a minha querida genitália, responsável por essa prenhez. É lindo, é maravilhoso, é constrangedor ter que colocar um espelho na frente pra conseguir dar uma capinada, porque cera quente não dá não e ir fazer ultrasom parecendo que saí de um filme brasileiro dos anos 70 também não dá. Pelamordedeus.

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E a prenhez é isso, é perder completamente a vergonha na cara pra todas essas nojentices, na verdade eu acho que é um treinamento pras nojentices dos filhos que virão em breve e a gente vai ligar pro pediatra pra falar sobre o aspecto do cocô (não que eu não ligue pro meu GO pra falar sobre o aspecto do meu…), tirar meleca do nariz com um aparelho que parece da NASA, viver com cheiro de leite azedo e esquecer de tirar remela do olho de tão cansada.  Eu podia ter dito que isso tudo aí em cima aconteceu com a amiga-de-uma-amiga-de-uma-prima minha, mas como eu já perdi o pouco de vergonha na cara que eu tinha, assumo que foi baseados em fatos reais que aconteceram com a minha pessoa, porque não dá pra acreditar que a vida é uma novela do Manoel Carlos.

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E a palmada, rola?

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A lei da palmada, ou Lei Menino Bernardo, como foi renomeada, já gera discórdia há algum tempo quando ela apareceu como projeto de lei e essa semana depois de uma declaração do Sr. Jair Bolsonaro dizendo o quanto essa Lei era absurda, tomou uma proporção bem grande nas redes sociais.

Em primeiro lugar, qualquer comentário que venha desse Sr. eu já excluo da minha vida e da minha mente, porque me desculpem, mas eu não consigo levar à sério uma pessoa que enalteça a ditadura militar e o golpe de 64. Não dá, não me desce, se desce pra vocês, não tenho nada com isso. Mas não me obriguem a suportar esse tipo de pessoa que tem um discurso inflamado de ódio ante a tudo que seja contra os pensamentos dele.

Agora vamos lá… eu pelo menos me dei o trabalho de ir procurar sobre a Lei Menino Bernardo em vez de cair no auê do facebook… e a Lei diz o seguinte:

“ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em sofrimento físico ou lesão à criança ou ao adolescente”. O tratamento cruel ou degradante é definido como “conduta ou forma cruel de tratamento que humilhe, ameace gravemente ou ridicularize a criança ou o adolescente”

Quando a gente dá aquela palmadinha na criança que já nos tirou do limite da sanidade mental, ninguém pensa que essa ação punitiva é cruel e degradante, certo? Pois é, mas é.
Castigos humilhantes como vimos outro dia nos jornais, do pai que deixou a criança nua do lado de fora de casa porque fez xixi na cama.
Brigar e humilhar seu filho porque ele bateu no coleguinha da escola, quando na verdade, na maioria das vezes ele reproduz o comportamento que é visto dentro de casa.
São aqueles milhares de casos de “caí da escada”, “escorreguei no chão molhado” que educadores veem TODOS os dias nas escolas.
Bater e humilhar está tão arraigado na mente das pessoas, que a grande maioria delas acha que é a forma mais correta de educar. E pra quem olha de fora parece tão surreal né, mas de vez em quando a gente esquece e acaba fazendo isso tudo dentro de casa.

A polêmica que foi gerada tanto no Senado, quanto nas redes sociais, foi sobre com essa medida punitiva para os pais, se as crianças não cresceriam como pequenos “reizinhos mandões”, aí meu amigo, se você deixa teu filho fazer o que quiser desde pequeno, enche a criança de brinquedos, como é que você quer impor um bocadinho de limites com agressão? Não dá, é incoerente. 

Quantos adultos não dizem pra você: “Ah, mas eu apanhei e aprendi…” Aí eu pergunto, aprendeu o que cara pálida? Aprendeu que não poderia cometer tal atitude porque ela era prejudicial a você ou para outros, ou aprendeu porque sabia que ia apanhar se fizesse aquilo? Fica tão mais fácil assim explicadinho né? Os pais que castigam com agressões, físicas ou verbais, querendo ou não, conscientes ou não, criam crianças com pequenos traumas, que serão adultos que possivelmente repetirão essas mesmas atitudes com seus próprios filhos…

E nessas horas, eu sempre penso, minha mãe nunca me bateu, nem nunca me humilhou, nem nunca me aplicou um castigo severo. As coisas lá em casa sempre foram na base da conversa, do entendimento, da compreensão… Óbvio que de vez em quando rolava um grito ou outro (ou muitos, quando a merda era grande), mas nada demais. E eu não cresci sendo uma louca transtornada por causa disso. E agradeço diariamente por minha mãe ter me criado assim, com limites, mas sem agressão e espero muito poder reproduzir isso com meus filhos.

E vale deixar claro que a Lei não prende os pais agressores não: “os pais ou responsáveis que usarem castigo físico ou tratamento cruel e degradante contra criança ou adolescente ficam sujeitos a advertência, encaminhamento para tratamento psicológico e cursos de orientação, independentemente de outras sanções. As medidas serão aplicadas pelo conselho tutelar da região onde reside a criança. Além disso, o profissional de saúde, de educação ou assistência social que não notificar o conselho sobre casos suspeitos ou confirmados de castigos físicos poderá pagar multa de três a 20 salários mínimos, valor que é dobrado na reincidência.”

Então, vamos parar com esse mimimi todo, porque todo mundo sabe que palmada não educa, só machuca. E sim, te magoou quando você era criança, só que você já está velho e esqueceu como você se sentiu naquele momento. E vamos ser bem realistas, se o bom senso nos impede de dar uns bons tabefes em uns adultos no meio da rua, por que vamos fazer isso com os nossos filhos?

A matéria sobre a lei está aqui. Leia, entenda, procure, veja declarações de psicólogos sobre o assunto antes de cair no meio da confusão, não seja mais um com um discurso como o do Bolsonaro.

 

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Alma gêmea?!

Carne e unha, alma gêmea, bate coraçããããão…

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Esses dias eu estava pensando cá com meus botões: Será que irmãos gêmeos são almas gêmeas?
Ou será que isso tudo é viagem da minha cabeça?!
Ou será que foi porque o vizinho colocou Fabio Júnior no último volume aqui do lado?
Sei lá, mas enfim…

Pare pra pensar comigo, e veja: que bosta de vida é essa que a gente vive correndo atrás de alguém pra ser a nossa metade? Eu hein. Tô feliz de ser inteira, inteirinha. Com todas as minhas ziquiziras, chatices e maluquices. Gosta de mim, joinha, se não gosta, não sabe o que tá perdendo. AHAHAHAHAHAHAHA
Mentira, não sou tão convencida assim, mas também não me esforço pra agradar a quem não me agrada, muito menos pra agradar a quem entrou na minha vida por agora. Tô mais disposta pros antigos e verdadeiros, que por sinal me aceitam assim… meio no bagaço, mas com duas sementes germinando aqui dentro.

Todo mundo tem pereba (Só a bailarina que não tem), então ninguém vai ser perfeito suficiente pra você virar e dizer: ACHEI A MINHA METADE.
Então parem com essa loucura chatabagarai de procurar suas almas gêmeas, já dizia Padre Quevedo: Isso NON ECXISTE!!!